Nem tudo é o que parece

20 agosto 2017





Nem tudo é o que parece ser, mesmo num mundo ao contrário.

O de Paredes de Coura, criado pela Madalena Martins termina hoje, o nosso continua.

Entrevista

30 junho 2017

Estou no blogue De Estraperlo com uma entrevista pela Zany Bunny, a convite da Maria Sommer.

Espero que gostem.

Espraiar

20 junho 2017

























Foi há duas semanas atrás numa praia mais ao norte, com um mar ainda de Inverno, mas sem nortada nesse dia.

Depois de alguns anos sem fazer praia e com um défice de vitamina D, que no ano passado me causou um susto só superado por doses suplementares disponíveis em frascos, houve que reaprender toda uma cerimónia, que neste caso se resume a pouco pois reduzo tudo ao minimamente essencial.

Sem o vestuário púdico. próprio da época, usado pela minha bizavó Valentina em 1927, numa praia bem perto desta em Esposende e sem pudor em mostrar o que pode ser uma verdadeira sensação de prazer. 

Mesmo não ultrapassando as 4h de praia posso dizer que já estive de férias. Agora espero ansiosamente por mais.

Canto de Trabalho

29 maio 2017






















"Canto de Trabalho é o nome dado a este pequeno vídeo que retrata um pouco do quotidiano dos trabalhadores do Mercado do Bolhão no Porto."
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Um trabalho escolar da Maria, feito sem grandes recursos e do qual me orgulho.

Ilhas ou terra de ninguém?

19 maio 2017



Passei por ele na Rua de Santa Catarina e lembrei-me que em miúda tive uma gaita igual áquela em amarelo. Acho que ainda tenho.

Foi com um sorriso nos olhos azuis que aceitou que o fotografasse e continuou a tocar para quem o quisesse ouvir.

Durante uns minutos tocou para nós.

Há quem ande a fazer alertas enquanto outros se limitam a assobiar para o ar, como se nada fosse.

Esta cidade é feita de ilhas e rio















O Porto ainda me guarda muitos segredos e é no dia-a-dia que vou conseguindo que mos revele. Para isso obriga-me a subir e descer calçadas e ruas feitas de escadas, eu vou, eu subo (290 degraus), eu desço, vou sempre.

Entrar em Ilhas que surgem quando menos se espera, muitas vezes apenas porque se espreita uma porta entreaberta e se descobre que do lado de lá não está uma casa mas muitas, convivendo todas juntas e a cada entrada vasos arrumados em forma de jardim e casas de banho exteriores, porta com porta, uma para cada casa.

É penetrar nas entranhas da cidade que alguns ainda lutam para não verem ser esventrada.

Uma das melhores esplanadas da cidade, onde não se paga pela vista que oferece, mas apenas e justamente pelo que se consome.

É por estas janelas com cortinas de anjos em crochet verdadeiro, com fios a puxarem electricidade não se sabe bem de onde... mantendo ligações não se sabe com quem, que quero poder continuar a ver esta cidade.

Verde que te quero verde

05 maio 2017

Uma casa de alguém, assim tal e qual, eu gostava de ter para mim. A tinta amarela duma porta. Uma vassoura deixada à pressa para trás, depois de fecharem a porta para não mais voltar. Pequena entrada cor de rosa para a corte dos animais que se imagina serem de grande porte.

Um cravo ao peito e uma conta de Viana no pescoço.

Flores colhidas especialmente para o meu herbarium. Um laranjal semeado numa pequena horta. Os terrenos bonitos em socalcos do Soajo.
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Verde que te quiero verde

Verde que te quiero verde
verde viento verdes ramas
el barco sobre la mar
el caballo en la montaña.

Verde, que yo te quiero verde. 

Con la sombra en la cintura 
ella sueña en la baranda 
verdes carne, pelo verde
su cuerpo de fría plata.

Compadre quiero cambiar
mi caballo por tu casa
mi montura por tu espejo
mi cuchillo por tu manta. 

Compadre vengo sangrando
desde los Puerta de Cabra
y si yo fuera mocito
este trato lo cerraba.


Federico García Lorca

Meia volta volto ao mesmo

03 maio 2017

Uma das características do Comércio Tradicional é a proximidade que o vendedor, muitas vezes o próprio produtor, tem com os seus clientes e a relação que com ele consegue estabelecer ao longo do tempo, ficando a conhecer-lhe os gostos mas também as manias.

Neste trabalho que tenho, vem acontecendo mais ou menos isso, tenho criado ao longo dos anos amizade com algumas das pessoas que me vão comprando peças e não é raro voltarem passado muito tempo com encomendas mais especiais, tal é a confiança que se cria.

Este cesto é um desses casos. Já tinha deixado de os fazer, mas esta semana um pedido especial fez-me voltar a eles. 

S. João D'Arga

26 abril 2017







Formalizam-se aluns desejos, concretizam-se outros. No alto dos montes e com o mar à vista.

Aqui bem perto, uma serra de penedos com rebanhos, um mosteiro que uma vez por ano recebe uma festa em honra do S. João (padroeiro dos pastores) o mesmo que festejamos no Porto, uma paisagem que se encheu de névoa mesmo ao cair do dia.

De mi a miau

21 abril 2017




Desde que o adoptamos há quatro meses, tinha ele mais ou menos seis, tem recuperado o peso e a desenvoltura. Aprendeu a miar com as letras todas e nunca mais lhe ouvimos o simples mi, mi, com que nos chamava.

Tem uma verdadeira admiração pelo Manu e copia-lhe todos os movimentos, criando hábitos semelhantes aos dele, respeita-o a ponto de se subjugar quando este lhe levanta a mão, mas na hora  de comer chega primeiro e é o outro que, contrariado, lhe cede o lugar.

Não dormem a menos de um metro um do outro e não sei se alguma vez o mais velho conseguirá aceitar que este gato finguela passou a fazer definitivamente parte da família, mas a verdade é que já faz.

Michaux tem nome de poeta e na maior parte das vezes olhar para ele é ler um poema.
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Com estas minhas sabrinas consegui matar saudades das Cortebel dos anos 80, uma parceria bem sucedida com a BUREL, as meias foram desenhadas por mim para a Pé de Meia.
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