A etiqueta made in Portugal

29 novembro 2016






Organizar a loja tem sido a maior das prioridades.
Há 4 bonecos novos, 3 gorros de criança e mais novidades chegarão entretanto.

Também há descontos de 25% nalguns artigos assinalados.

Aos poucos e aproveitando os pedaços de fio que prendem as meadas, tenho construído um catálogo de cores duma das minhas lãs portuguesas preferidas.

Foi para ela (a Beiroa) que desenhei os novos gorros e só me faltava uma fotografia com alguém a usá-los para ilustrar ainda melhor o quanto fiquei satisfeita com o resultado. 
Espero dentro de pouco tempo ter muitas imagens para mostrar.

Sobre o assunto, o que nos diz realmente uma etiqueta ao informar o consumidor de que um produto é "made in Portugal"? é o que convido todos a fazer nesta época que se avizinha, tendencialmente de grande consumismo. Decifrem o que vos dizem as etiquetas, antes de comprar.

Procurem as diferenças entre os artigos produzidos em portugal e outros. Comparem a qualidade e o preço, tenham em conta a origem, por vezes sinónimo de más condições de trabalho, vejam qual o tipo de materiais de que são feitos... e talvez como me tem acontecido a mim ao longo dos anos, comecem a olhar cada vez com mais atenção para as etiquetas, com consciência de que  muito mais está por dizer por detrás duma etiqueta, e que se inclui no por vezes redutor "made in Portugal".
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Bonecos novos
Gorros PomPom
BBC news

O que me deu Martim Tirado

23 novembro 2016























Já na estrada, a caminho da festa em honra de São Martinho, paramos para cumprimentar uma vizinha, a Tia Isaltina. 

Elogiamos-lhe os bonitos e longos cabelos brancos, que se apressou a explicar a razão de estarem soltos, enquanto despia a bata que pousou numa pedra ali ao lado, contou que estava a pentear o cabelo e não queria sujar a roupa.
Era Domingo.

Lembrou-me a minha avó Ermelinda, depois dela nunca mais voltei a ver um cabelo branco, assim, à espera de ser enrolado e preso com travessões.

Uma senhora com cerca de 80 anos com uma energia invejável e sempre com um sorriso pelo meio da conversa sobre a vida.

Mas estava tudo ali, ou o mais importante, o trabalho de apanhar a azeitona e demolhá-la, a vassoura feita de giestas, os molhos de lenha, a disposição dos vasos em pequenos jardins, os panos aqui e ali a corar, a água e o prato para o gato, o único que vi, amarelo e grande como o companheiro de horta da minha avó, que apesar de não reconhecer em voz alta, sentia a falta do Mosquito a roçar-se no avental, mesmo que fosse para o poder afugentar.

Cantou para todos nós e foi como se tivesse cantado para cada um em especial.

Época de reflorestação

19 novembro 2016



Dois dias passados a recuperar energias, daquelas que só encontramos em lugares como este.

Numa casa de xisto que me fez sentir em casa (a do meu pai) e num ambiente que depressa se torna familiar pela forma como somos tão bem recebidos, quer pelo Nuno, como pela vizinhança.

Ir em busca de cogumelos e apanhar apenas as três espécies mais comuns de Martim Tirado, os Rócos, os Míscaros e as Sanchas.

Colher um cesto de Figos da Índia e ainda algumas folhas que preparamos para o jantar.

Com o cair da noite e o obrigatório recolher a casa, as actividades passam a ser outras. Ensinar um dos homens do grupo a fazer chochet era uma das opções, na falta de agulhas com barbela, pois só tinha levado o trabalho que estou a fazer em tricot, o Hugo pegou num pequeno galho por entre os que estavam no cesto da lenha para queimar na Salamandra e esculpiu uma agulha. 

Apesar de ter aprendido o básico cordão do crochet, o que o apaixonou mesmo foi o trabalho de executar a ferramenta e no dia seguinte juntou mais uns quantos ramos com o intuito de aperfeiçoar a arte.

Destes dois dias ficam muitas memórias de momentos bem passados, mas o mais importante e o que realmente nos juntou, foi a replantação de árvores autóctones. 

Um projecto com o propósito de reflorestar uma pequena área de terreno com Carvalhos e Azinheiras e Medronheiros, ao mesmo tempo que se arrancavam as Estevas, que funcionam com agentes combustíveis em caso de incêndio.

Numa pequena escala, à medida e ao ritmo de cada um de nós, fez-se também um trabalho de prevenção contra os incêndos, é o contributo possível para uma melhor e mais pensada floresta.

Obrigada Carla pela última fotografia, a mais bonita.
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Bolas de pentágonos

16 novembro 2016

























Uma reprodução das Bolas de Retalhos desta vez utilizando fazendas de lã, muito macias e o burel.

Todas as Bolas têm uma mochila em pano de algodão e uma impressão feita com tintas próprias para serem usadas por crianças pequeninas, podem usar-se para transportar todos os brinquedos preferidos ou uma simples muda de roupa.

É uma pequena série e está disponivél nas lojas do Porto e Lisboa da Burel Mountain Originals.
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Bolas de Retalhos
Burel Mountain Originals

Dance me to the end of love

11 novembro 2016


Das poucas imagens que guardo desse dia, um dia também ele em Novembro mas de 1996, há uma em que me vejo realmente descontraída e feliz, estou vestida de noiva e a dançar.

Desse dia, a imagem que resta traz à memória toda a esperança e crença que me inundava por aquela altura, não passa apenas o som do que me fazia dançar.
A música escolhida para aquele momento que ficaria para a vida, apesar de tudo o resto, foi a do Leonard Cohen.

Podemos morrer por dentro e por fora, podem matar-nos a esperança e muitas das crenças, mas fica-nos a música que nos fará ter vontade de dançar, para sempre.

As linhas com que me vou cosendo

04 novembro 2016








Acompanho há algum tempo o trabalho da Ana, mais ou menos desde que regressei ao Porto.
Foi uma surpresa receber uma proposta da parte dela para executar alguns detalhes que iriam fazer parte da sua nova colecção Outono | Inverno.

Um trabalho que me deu muito prazer fazer, desde a escolha dos fios (Cobertor e Zagal ambos 100% lã portuguesa) que mais se adequavam ao efeito que se pretendia, ao encontrar o caminho certo para atingir a linguagem, assim como toda uma mensagem que era necessário interpretar, um conceito implícito a toda a colecção e que a Ana me ía transmitindo nos muitos encontros que fomos tendo.

A colecção está aí.

WAO 16 17 - ANA SEGURADO
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Num rodopio

02 novembro 2016


Bonecos em fazendas 100% lã e burel, tudo produzido em Portugal e à venda nas lojas Burel Moutain Originals.

Estes dias e os outros

31 outubro 2016

Nestes dias temos menos luz, mas muitas mais sombras.

Temos um gato que se esconde nos sítios mais inalcançáveis.

Por esta altura do ano há uma natural decoração outonal em casa. 
Quando penso nisso, sinto que a casa não seria tanto nossa, se neste mês não houvesse pelo menos uma abóbora na cozinha.

Não comemoro este dia em especial, mas tento comemorá-los todos.
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Sobre os dias doutras épocas, mas sobretudo desta, uma considerável reflexão do sociólogo Zigmunt Bauman.
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MI MITRIKA + BUREL

28 outubro 2016














Há uma nova remessa de Colares, a segunda, a caminho da Burel Moutain Originals.
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Conquistar um espaço

23 outubro 2016

O meu Porto não é uma cidade cinzenta

Tenho trajectos feitos de imagens e guardo as ruas na memória mapeadas por cores e padrões.

Esta semana fiz pela primeira vez este caminho, umas centenas de metros que passarão a fazer parte dos meus roteiros.

O ano passado mudei de casa e perdi o dia a dia na Cordoaria.
Este mês ganhei um novo jardim, poucas ruas me separam do Covelo.